e bem, ontem eu estava toda disposta, cheia de gás e com vontade de viver. Mas as coisas mudam de repente (e eu poderia culpar o universo, o tempo, o calor, a tpm, mas não vou), e eu fico extremamente inquieta, frustrada e mal humorada. A minha única vontade nesse momento é esquecer que existe um mundo lá fora que me espera. Posso encontrar um livro confortável e deitar na minha cama por tempo suficiente até ter coragem de me levantar? Merda, nem tenho um livro tão confortável assim. Acho que terei que recorrer a alguma dessas livrarias que têm sofás ou corredores enormes, que abrigam aqueles que querem ler.
négocio chatinho esse de depender de neurotransmissores e hormônios e todas essas coisas chatíssimas de biologia. Tinha dito que não ia culpar nada, mas posso culpar meu cérebro, né? Ele é o culpado por tudo isso, como bem sabemos.
não dá para simplesmente pular essa parte, pessoa aí de cima? pulemos as partes tediosas da vida, os momentos que não queremos viver, as conversas constrangedoras e as aulas de alemão que nunca acabam. Esqueçamos essas partes insuportáveis e pulemos diretamente para o sono tranquilo, o sorriso no rosto, o filme que emociona, o livro que conforta e o abraço que te reequilibra.
não que pedir algo para alguém que não existe seja eficaz, eu sei. Só que vez ou outra, naquele momento de desespero, eu perco a noção do real e do irreal e fico assim, meio confusa, meio delirante.
e (mais uma vez) isso aqui é um texto sobre nada muito coerente, sobre aquilo que nem eu mesmo consigo explicar, mas é tão real e causa tanta dor que parece parte de mim.